Com uma morte e 12 casos no Paraná, Bela Vista intensifica combate à febre amarela

Foto: Fábio Arantes/SECOM

Com o aumento no número de casos de febre amarela no Paraná, as regionais de saúde estão intensificando ações de combate à doença. Nesta semana, subiu para 12 o número de casos confirmados. Também já houve um caso de morte por causa da doença no Estado. Em Bela Vista do Paraíso, os agentes comunitários de saúde estão fazendo a busca ativa de pessoas que ainda não foram imunizadas, além de reforçar as orientações sobre a importância da vacinação.

Segundo a Mirella Thais de Matos, enfermeira da epidemiologia, a procura pela vacina tem aumentado após a visita dos agentes. Ela também explicou que só é necessário tomar uma dose ao longo da vida. Quem já tomou, não precisa mais. Antigamente, a estratégia de vacinação era de aplicar o medicamento a cada dez anos.

MORTE

A primeira morte por febre amarela no Paraná foi registrada na quinta-feira (7). Trata-se de um homem de 64 anos, trabalhador da zona rural de Morretes. Ele procurou atendimento ainda no Litoral, mas foi transferido de helicóptero para Curitiba, onde morreu. Ele não era vacinado. O local de provável infecção ainda está sendo investigado.

VACINAÇÃO

No período de 1º de janeiro a 19 de março de 2019 foram aplicadas em todo o Paraná cerca de 445 mil doses da vacina contra a febre amarela na população de 9 meses a 59 anos.

Na semana passada havia oito casos confirmados no Paraná e são 12 no boletim atualizado. O levantamento corresponde ao período de 1º de julho de 2018 a 20 de março de 2019. No total, são 224 notificações e 61 casos em investigação, além das 12 confirmações.

SINTOMAS

No início, a febre amarela tem sintomas semelhantes aos de uma gripe, mas a atenção deve ser maior quando associados ao deslocamento para locais de risco. Ao apresentar febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômitos ou dores no corpo é necessário procurar atendimento médico imediatamente e informar sobre a viagem.

A maioria das pessoas melhora após os sintomas iniciais. No entanto, cerca de 15% apresentam um breve período sem sintomas e, então, desenvolvem uma forma mais grave da doença. Nesses casos, os sintomas são febre alta, icterícia (coloração amarelada da pele e nos olhos), hemorragia (especialmente do trato gastrointestinal) e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos.

*Com AEN e Secretaria da Saúde


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