Falta de água é assunto predominante em pronunciamentos na Câmara Municipal

Foto: Reprodução

O problema da falta de água durante o último fim de semana em Bela Vista do Paraíso foi o tema principal da fala dos vereadores na sessão desta terça-feira (12) da Câmara Municipal. De sexta-feira (8) até domingo (10), diversas residências ficaram sem a distribuição de água. A Sanepar alegava que o problema era de falta de energia elétrica no local de captação.

A Câmara e a Prefeitura Municipal enviaram, em conjunto, uma notificação extra-judicial cobrando explicações da Sanepar, já que o serviço é feito por concessão municipal. Entre os esclarecimentos cobrados estão os motivos de ter havido a interrupção do serviço, e se a empresa não possui um sistema alternativo que possa dar continuidade à distribuição em caso de problemas.

Foto: Filipe Muniz/Telégrafo

PROBLEMAS

Os vereadores falaram sobre os problemas gerados pela falta de água. “Muitas pessoas trabalham a semana inteira e deixam para lavar a roupa no final de semana, teve pessoas que não fizeram isso, que dormiram sujas porque não tinha água para tomar banho. A Sanepar não poderia ter feito um comunicado oficial?”, questionou Jean Palú (MDB).

O presidente da Câmara, Fernando Menck (SD), lembrou que comerciantes também tiveram prejuízos.

Todo mundo passou pelo mesmo problema. Eu passei: meu comércio não abriu. Qual é o meu prejuízo em um sábado que não abri o comércio? Então foi um problema geral que todos nós não sabíamos”, disse.

REPÚDIO, APLAUSOS E CRÍTICAS

Os vereadores concordaram em enviar uma Moção de Repúdio ao presidente da Sanepar, com cópia para o governador Ratinho Júnior, mas entenderam que os funcionários que trabalharam para resolver o problema mereciam uma Moção de Aplausos pelo trabalho.

Os legisladores também aproveitaram para se defender de críticas que receberam pelas redes sociais. O vereador Donizete Fernandes, o Timbó (PR), argumentou que a culpa pelo problema não é dos vereadores e nem do prefeito.

“Temos que responsabilizar a Sanepar. Eles estão há 40 anos no município e não têm um plano B?”, questionou.

Já a vereadora Elisete Vilaça (PPS) argumentou que o problema foi um imprevisto, que não teria como saber que aconteceria. “Não foi apenas a queda de energia, aconteceram outros imprevistos, que foram prolongando a demora para voltar a água para toda a população”, disse.

“Eu não gosto de ficar respondendo em Facebook críticas não-construtivas, eu deleto”, disse a vereadora Lúcia Darcin (PSDB). Ela defendeu que a população precisa procurara saber o que realmente aconteceu e criticou a falta de pessoas na sessão.

Foto: Filipe Muniz/Telégrafo

CONTRATOS

O vereador Alex Pinheiro (PSB) foi o primeiro a se pronunciar. Ele alegou que os contratos anteriores feitos entre o município e a empresa, enviados à Câmara após pedido dos legisladores, são “esdrúxulos” e não definem punição para Sanepar em casos como o que aconteceu.

Precisamos colocar cláusulas no novo contrato que deem penalidades para a empresa em situações semelhantes a essa”, disse.

Na sua fala, Jean Palú lembrou que o primeiro contrato foi feito à mão e assinado em 10 de dezembro de 1973, com duração de 30 anos. Depois, ele foi renovado para mais 15 anos e venceu em 10 de dezembro de 2018. João do Mármore (PSC) também falou sobre os contratos e cobrou a empresa pela falta de estrutura e investimentos.

A sessão completa da Câmara Municipal pode ser assistida abaixo:


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